DOWN_TELAOClique aqui e faça o download – 11.03.2012 – 3º Domingo Quaresma

Sugestões para a celebração e a vivência da Liturgia

a)  Em vez das leituras próprias deste domingo, podem tomar-se ao do Ano A, se for mais oportuno.

b)  Para fazer em família: acender 3 velas junto a uma Bíblia aberta. Ao acender a vela, um membro da família fazer uma oração ao Senhor, pedindo mais alegria de viver e a exprimindo o desejo de serem felizes para sempre.

c)  Cartaz: “Eu sou o Senhor, teu Deus”.

d)  Poder-se-ia proclamar a forma breve da 1ª leitura. Dois leitores, alternadamente, proclamam os mandamentos de forma a dar mais vivacidade à proclamação. O resto da leitura seria feita por um Narrador.

e)  Nesta Eucaristia, poderíamos usar o incenso somente no momento da Apresentação dos Dons, cantando algum canto conhecido.

f)  Durante os próximos Domingos da Quaresma, sugerimos que seja sempre proclamado a Oração Eucarística da Reconciliação I, variando o prefácio. Esta Oração Eucarística centra-se na cruz, sendo muito adequada para a Quaresma do Ano B.

g)  O tempo da Quaresma é tempo de fidelidade. Tempo de renovar a Aliança com Deus. Em cada dia da semana pensar nalgum dos Mandamentos, porventura naquele que mais nos custa a cumprir.

Reflexões Bíblico-Pastorais

a)  Com este domingo, começa a segunda fase de reflexão que inclui o terceiro, o quarto e o quinto domingos. A primeira fase é igual em todos os ciclos quaresmais (A, B, C) que é constituída pelo primeiro e segundo domingos (Tentações e Transfiguração). Todavia, nas leituras do evangelho tem um tema próprio. O Ano A está organizado para a iniciação cristã. O Ano B centra-se na radicalidade do mistério pascal. O Ano C tem como tema a reconciliação dos pecadores.

b)  A radicalidade do mistério pascal é o tema do Ano B e, por conseguinte, deste domingo. É apresentada pela purificação do Templo. É o primeiro sinal de Jesus aos judeus, quando se aproximava a Páscoa judaica. São os judeus que, segundo São Paulo na 2ª leitura, pedem sinais. Com o sinal de Jesus, eles não compreenderam que se deve destruir, muitas vezes com violência ascética, tudo o que impede a presença de Deus entre os homens. O Templo de Jerusalém estava reduzido a uma feira e não era sinal da presença de Deus. Era necessário que fosse purificado e fosse “devolvido” à sua situação original. Se a linguagem simbólica de Jesus foi de destruição, a linguagem explicativa é de ressurreição: “Destruí este Templo e em três dias o levantarei”. A presença de Deus não se resume somente ao templo de pedras, mas também a Jesus (Homem – Deus). Ele falava do santuário do seu corpo. Através de Jesus e dos sacramentos, a presença divina irradia para todos os homens que o acolhem com fé. Para que esta experiência divina seja possível, é necessário rejeitar o pecado, porque ele converte a vida do homem num mercado. Renunciaremos ao pecado pela prática da penitência quaresmal (isto é que é a Quaresma!), sempre num horizonte pascal de ressurreição. Em cada homem é importante que haja zelo pela sua casa, ou seja, que haja o desejo de uma presença plena de Deus na sua vida. Para tal, basta abrir o coração a Jesus que conhece o interior de cada um. Jesus é o único que nos concede o verdadeiro perdão, a vida nova e uma humanidade redimida.

c)   “Quando Ele ressuscitou dos mortos, os discípulos lembraram-se do que tinha dito e acreditaram na Escritura e na palavra de Jesus”. Esta deve ser a dinâmica atual das nossas celebrações. O Espírito de Deus faz com que recordemos a palavra de Jesus que proclamamos e que nos leva a uma profissão de fé que fazemos unidos ao Messias crucificado, para que n’ Ele contemplemos o poder e a sabedoria de Deus que é muito superior à dos homens (linguagem Paulina).

d)   A Aliança de Deus, que nos domingos anteriores tínhamos visto como unilateral e universal, como promotora de fé e de futuro, é-nos apresentada, neste domingo, como um pacto, o qual exige fidelidade a cada um. E isto só acontecerá se o homem se deixar cativar pela fidelidade de Deus. Com este pacto, a santidade divina desperta a fidelidade do homem. A infidelidade torna-se pecado. Mas Deus com o seu perdão recupera novamente a aliança contraída. O salmo responsorial faz-nos cantar que só o Senhor tem palavras de vida eterna que nos trarão a salvação pelo cumprimento da lei divina e pelo perdão divino.

O Senhor, eternamente fiel, que nos convida a reconhecer o pecado e a receber o perdão, chama-nos em cada domingo à mesa do Reino. Não nos chama individualmente, mas na comunidade, formando Igreja. Não nos podemos isolar aqui na terra, porque somos as “pedras vivas” do templo do Senhor.

Com informações do Missal Romano, da CNBB e do SDPL